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Açores

Sismo/Açores: Abalo de hoje foi dos de maior magnitude dos últimos tempos

O sismo de hoje nos Açores, de magnitude 5,7, "foi dos eventos de maior magnitude nos últimos tempos perto da ilha de São Miguel", disse o diretor executivo do Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA).

“Trata-se de um sismo de origem tectónica normal nesta zona do arquipélago, embora com magnitude relativamente elevada e tem sido seguido também, como é normal nestas circunstancias, por algumas réplicas, duas das quais sentidas na ilha de São Miguel com fraca intensidade”, acrescentou João Luís Gaspar, em declarações à agência Lusa.

Segundo o responsável, o CIVISA e a Proteção Civil dos Açores "continuam a acompanhar a situação" e recomendam à população "os cuidados normais para situações típicas de atividade sísmica".

Um sismo de de magnitude 5,7, na escala de Richter, foi registado às 06:25 locais de hoje (07:25 em Lisboa), ao largo da ilha de São Miguel, nos Açores e o epicentro do sismo localizou-se a cerca de 30 km a Norte-Noroeste dos Ilhéus das Formigas, São Miguel.

 

Arborização de pastagens na Graciosa vai aproveitar nevoeiros para abastecer aquíferos

As pastagens degradadas da zona mais alta da Graciosa, nos Açores, estão a ser florestadas para, através das árvores, aproveitar o nevoeiro para o abastecimento dos aquíferos subterrâneos, colmatando assim alguns problemas de água que tem esta ilha.

O projeto de arborização das pastagens degradadas e baldias abrange o exterior da zona da Caldeira da Graciosa e está já instalado um “povoamento florestal” de um hectare, sendo o prazo previsto para a conclusão desta fase piloto dois anos, segundo as informações dadas à Lusa pela Secretaria Regional dos Recursos Naturais.

“Sendo a ilha Graciosa uma das que regista maiores problemas ao nível da disponibilidade de água, é importante que se promovam alterações no uso do solo que potenciem a captação e armazenamento de água”, disse o secretário regional dos Recursos Naturais, Luís Neto Viveiros, durante uma recente visita àquela zona.

O objetivo, a longo prazo, explicou, é transformar “áreas com elevadas capacidades de captação de nevoeiros, favorecendo assim o abastecimento dos aquíferos e o encaminhamento das escorrências, através do sistema de drenagem do Caminho Florestal da Caldeira, para charcos artificiais a construir”.

Segundo a Secretaria Regional dos Recursos Naturais, “existem estudos que comprovam que a existência da floresta contribui para a interceção de nevoeiros nas zonas altas, fenómeno que pode mesmo fazer triplicar os valores da precipitação num determinado território”, sendo conhecido como “precipitação oculta”. Assim, mesmo durante longos períodos sem chuva, é possível haver uma constante recarga dos aquíferos, desde que haja nevoeiros e árvores e plantas que os consigam captar.

A arborização destas zonas será feita com espécies endémicas dos Açores, por serem “extremamente eficazes no cumprimento destas funções”, ainda segundo as informações sobre o projeto disponibilizadas à Lusa.

Além da arborização, estão em curso trabalhos para melhorar a rede de drenagem do Caminho Florestal da Caldeira e construir um charco para armazenamento das águas.

O Núcleo florestal da Caldeira, integrado no Perímetro Florestal da ilha Graciosa, tem 196 hectares, sendo cerca de 80 pastagens baldias cuja utilização é facultada pelas autoridades públicas aos produtores de gado.

O projeto em curso pretende arborizar as pastagens de pior qualidade e melhorar as áreas com “maior potencial produtivo”, através da instalação das chamadas “cortinas de abrigo” (sebes constituídas por plantas ou árvores, colocadas em faixa, para proteger terrenos).

A taxa de arborização na Graciosa é de apenas 16%, segundo dados oficiais, e daí a aposta nestes projetos de florestação que têm impactos positivos ao nível da “interceção de nevoeiros e aumento da água disponível, proteção dos animais nas áreas de pastagem e aumento da produção forrageira”, segundo a Secretaria Regional dos Recursos Naturais.

Também na ilha do Corvo o governo açoriano está a desenvolver, em parceria com a câmara municipal de Vila Nova do Corvo, um projeto semelhante de beneficiação das pastagens baldias, que prevê a instalação de 23.270 metros de “cortinas de abrigo” e “corredores de proteção à rede hidrográfica”.

 

Governo dos Açores cria incentivos para empresas de serviços de segurança no trabalho

O vice-presidente do Governo Regional dos Açores, Sérgio Ávila, anunciou hoje a criação de um quadro de incentivos específicos para as empresas que organizem serviços de segurança no trabalho.

O compromisso foi assumido na abertura de um seminário, em Angra do Heroísmo, que assinalou o Dia Nacional da Prevenção e Segurança no Trabalho, que se celebra no domingo, dia 28.

Segundo Sérgio Ávila, o quadro de incentivos é destinado a empresas que recorram à contratação de técnicos de segurança, especialmente se se tratar de desempregados ou à procura do primeiro emprego.

O executivo regional prevê também a criação de um apoio específico à criação de empresas prestadoras de serviços externos de segurança no trabalho, criadas por técnicos desempregados ou à procura do primeiro emprego.

Sérgio Ávila salientou que a região tem atualmente 377 técnicos de Segurança no Trabalho com certificado de aptidão profissional, realçando o investimento do Governo Regional através do “cofinanciamento de cursos de formação”.

O vice-presidente do Governo lembrou que ao longo dos últimos anos se tem registado “uma melhoria significativa das condições de trabalho a nível global”, mas defendeu a necessidade de se reforçarem os meios existentes, anunciando também “um acordo entre os parceiros sociais”, que prevê, em sede de negociação coletiva, um trabalho conjunto no desenvolvimento das áreas da segurança e saúde no trabalho.

“São momentos em que as empresas têm dificuldades e, consequentemente, esta área poderá ser descurada, e, nesse sentido, é obrigação do Governo reforçar os mecanismos de apoio, não só às empresas que desenvolvam atividade nesta área, mas também tendo em conta o número significativo de técnicos que os Açores já têm habilitados nessa matéria”, frisou, em declarações aos jornalistas, à saída do seminário.

Os números sobre acidentes de trabalho nos Açores não demonstram “uma tendência estável”, segundo a inspetora regional do Trabalho, Lina Freitas, mas “não há comparação entre a atualidade e um passado recente”.

Em 2010, registaram-se 1.659 acidentes de trabalho, em 2011, 1.460, e, em 2012, 1.478, sendo que quanto a acidentes mortais, registaram-se dois, em 2010, sete, em 2011, e apenas um, em 2012.

Os acidentes de trabalho ocorrem normalmente “no primeiro ano do trabalhador em causa” e incidem mais sobre o sexo masculino, sendo o setor em que se verifica um maior número de casos o da construção civil, seguido das indústrias transformadoras e do comércio e transportes.

Lina Freitas salientou, contudo, que “a cultura que as empresas têm relativamente a esta perspetiva da segurança e saúde no trabalho, tem vindo a ser alterada gradualmente no bom sentido”.

“As empresas já têm a perspetiva de que a questão da segurança e saúde no trabalho não é um ónus, pelo contrário”, frisou.

 

Sete ilhas dos Açores sob aviso laranja por causa da chuva

Sete ilhas dos Açores estão sob aviso laranja até à meia-noite por causa das previsões de chuva do Instituto Português do Mar e da Atmosfera: Corvo, Flores, Terceira, Pico, Faial, São Jorge e Graciosa.

Por outro lado, as duas ilhas do grupo oriental, Santa Maria e São Miguel, estão sob aviso amarelo também por causa da chuva e igualmente até à meia-noite.

O aviso laranja é o segundo mais grave numa escala de quatro e implica uma situação meteorológica de risco moderado a elevado.

Já o aviso amarelo é o terceiro mais grave de uma escala de quatro e implica uma situação de risco para determinadas atividades dependentes das condições meteorológicas, sendo recomendável o acompanhamento da sua evolução.

 

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