Açores
Emigrantes querem mais companhias aéreas a ligar Açores e EUA
O presidente da Associação de Emigrantes Açorianos, João Luís Pacheco, revelou hoje que vai desenvolver esforços nos Estados Unidos visando assegurar ligações aéreas com os Açores por parte de outras operadoras que não apenas a SATA.“Regresso aos Estados Unidos na sexta-feira. Como conselheiro das comunidades e ex-presidente da Casa dos Açores, tenho lá muitos contactos e vou ver, através dos meus colegas e das companhias aéreas americanas, se isso será possível”, declarou João Luís Pacheco, em Ponta Delgada, na sequência de uma audiência com o presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro.
Residem atualmente na costa Leste e do Pacífico dos Estados Unidos da América cerca de 1,5 milhões de açorianos e descendentes, sendo a SATA a única companhia aérea que faz ligações entre os EUA e os Açores.
João Luís Pacheco referiu que “seria bom” para o turismo dos Açores a realização de ligações por parte de companhias norte-americanas, bem como para os emigrantes açorianos, que pagam atualmente cerca de mil dólares, em média, para chegarem à região, valor que é inflacionado com os custos inerentes à hotelaria e restauração.
“Em julho e agosto é este o valor médio. Um agregado familiar de três ou quatro pessoas, para chegar aos Açores, com hotelaria e hospedagem, torna-se caríssimo, quase impossível”, frisou.
João Luís Pacheco recordou que “não há monopólio” da SATA nas ligações entre os EUA e os Açores, salvaguardando que “seria bom” que os açorianos de primeira, segunda e terceira geração na América do Norte incentivassem outras companhias.
João Luís Pacheco considerou “preocupante” a recente greve na transportadora aérea açoriana, que impediu os emigrantes de fazerem a sua tradicional caminhada de fé por altura das festas do Santo Cristo.
O presidente do Governo dos Açores, por seu turno, considerou que são “bem-vindas” ao arquipélago todas as companhias aéreas que possam operar a partir dos Estados Unidos e declarou que instituições como a Associação de Emigrantes Açorianos constituem um “instrumento importante” na ligação aos emigrantes e um contributo importante para o desenvolvimento.
“O que nos interessa é que cada vez mais pessoas possam aceder aos Açores. Esse é o nosso objetivo. Todos são bem-vindos. Se houver uma companhia que queira voar para os Açores, que queira trazer pessoas aos Açores, é bem-vinda”, declarou Vasco Cordeiro.
Vasco Cordeiro recordou que o Governo dos Açores já incentivou no passado a vinda companhias aéreas para os Açores, como foi o caso da Air Transat, que assegurava ligações com a região a partir do Canadá.
“A SATA é um instrumento não é um fim. A partir daí…”, acrescentou.
PJ detém homem em São Miguel suspeito de homicídio
A Policia Judiciária (PJ) anunciou hoje a detenção, em São Miguel, nos Açores, de um homem suspeito do homicídio da sua companheira de 58 anos.Segundo o Departamento de Investigação Criminal de Ponta Delgada da PJ, "a vítima, de 58 anos, natural da ilha da Madeira, vivia maritalmente com o agressor", de 34 anos, "desde o início do ano findo".
Um comunicado da PJ acrescenta que o homem foi detido "pela presumível autoria do crime de homicídio qualificado" e "vai ser presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas coação tidas por adequadas".
Presidente do Governo dos Açores reitera que "conjuntura" não permite aumentar salário mínimo
O presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, reiterou hoje que “a conjuntura” não deixa “margem de manobra” para aumentar o acréscimo dado ao salário mínimo nacional no arquipélago, em resposta a uma reivindicação da CGTP. “Entendemos que a conjuntura que vivemos neste momento não dá a margem de manobra necessária para enveredarmos por esse caminho”, frisou, em declarações aos jornalistas, no final de uma audiência com representantes da CGTP/Açores, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira.
O presidente do executivo açoriano admitiu, no entanto, “seguir este caminho" quando a conjuntura se alterar, afirmando que o Governo Regional não entende que “deve haver um salário mínimo baixo” para favorecer a criação de emprego.
Em relação a esta matéria, salientou que existe uma “diferença” entre o Governo Regional e o Governo da República.
A CGTP/Açores tem vindo a defender, no âmbito do Caderno Reivindicativo dos Trabalhadores Açorianos, que o acréscimo regional ao salário mínimo nacional passe de 5 para 7,5%.
O coordenador regional da CGTP, Vítor Silva, disse aos jornalistas que foi apresentada hoje uma nova proposta ao presidente do Governo Regional para que este aumento se verifique apenas até ao Governo da República aumentar o salário mínimo nacional.
“Quando houvesse atualização do salário mínimo nacional voltávamos na Região a ter os 5%”, explicou, acrescentando que “isso permitia que o Governo Regional pudesse agir de forma diferente daquela que tem sido feita pelo Governo da República”.
O coordenador da CGTP revelou ainda que em breve a confederação deverá entregar uma petição pública na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, reivindicando esse aumento.
Vasco Cordeiro recebeu também hoje em audiência representantes do Conselho Diretivo Regional da Ordem dos Enfermeiros, que lhe entregaram propostas para a sustentabilidade do Serviço Regional de Saúde.
Segundo Tiago Lopes, representante da Ordem dos Enfermeiros nos Açores, o executivo deverá ter em atenção a forma como estão a ser reorganizados os cuidados nas unidades de saúde.
O representante dos enfermeiros deu como exemplo o encerramento do Serviço de Atendimento Urgente (SAU) no Centro de Saúde de Ponta Delegada, considerando que a política “não foi a mais correta”.
“Os cidadãos têm-se queixado com alguma dificuldade no acesso às urgências e às consultas”, frisou, acrescentando que tem havido uma maior afluência de utentes às urgências do hospital de Ponta Delgada.
Tiago Lopes alertou também para problemas na gestão das próprias unidades de saúde, salientando que há enfermeiros que se veem obrigados a deixar de lado algumas atividades, como a saúde escolar, devido à exigência de cobrir um horário “das 8:30 da manhã às 8:00 da noite”.
Trabalhadores da transportadora aérea Sata iniciam hoje mais três dias de greve
Trabalhadores da transportadora aérea açoriana Sata começam a cumprir hoje e até sábado o segundo período de greve, numa altura em que se realizam as festas religiosas do Santo Cristo, na ilha de São Miguel.Esta greve foi convocada por cinco sindicatos contra a não aplicação na Sata do mesmo acordo feito com a TAP com vista a evitar os cortes salariais entre os 3,5% e os 10% previstos no Orçamento do Estado de 2013 e acontece depois do primeiro período de greve, que decorreu a 23, 24 e 25 de abril.
Os representantes dos trabalhadores já admitiram ainda mais greves, caso a empresa não ceda às reivindicações.
Na terça-feira, após o fracasso de negociações de mais de seis horas, Rui Luís, porta-voz da plataforma de sindicatos, disse à Lusa que os sindicalistas foram confrontados por parte dos representantes da Sata com "mais do mesmo", admitindo partir para novas greves.
Já a Sata destacou na quarta-feira, em comunicado, os danos “significativos” da greve na economia regional, assegurando que mantém a "disponibilidade e abertura para tentar alcançar um acordo".
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