CGTP/Açores defende aumentos salariais este ano nas ilhas de 2,8 por cento
O caderno reivindicativo para 2010 que a CGTP/Açores apresenta hoje ao presidente do Parlamento regional defende aumentos salariais este ano nas ilhas de 2,8 por cento, disse hoje fonte sindical.
Graça Silva, porta-voz da CGTP no arquipélago, disse à agência Lusa que esse valor corresponde a um acréscimo de dois por cento em cima da inflação apurada para o ano passado na Região (0,8 por cento, contra -0,8 da média nacional).
Além de uma melhoria de salários, o documento que a central sindical vai entregar também ao presidente do Governo açoriano, aos partidos políticos e às associações patronais preconiza a adoção de medidas especiais de combate ao desemprego.
"Todos os dias há mais pessoas sem emprego nos Açores, não correspondendo à realidade o total de 8 000 desempregados apurados pelo INE para a Região", referiu Graça Silva, indicando que a esse número há que acrescentar ativos não inscritos nos centros de emprego ou envolvidos em programas ocupacionais e licenciados que cumprem estágios.
A dirigente sindical sublinhou que o desemprego está na base do agravamento do "fosso que separa pobres e ricos nas ilhas" e no alastramento das situações de pobreza.
Para enfrentar o problema, a CGTP propõe o reforço dos apoios públicos às empresas, a par com a exigência de uma maior "responsabilidade social" por parte das entidades empregadoras, referiu.
Graça Silva preconizou igualmente um maior empenho do Executivo no apoio a programas de formação que devem abranger também os ativos afetos à administração regional.
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Tem vindo a aumentar o número de crianças adoptadas na Região Autónoma dos Açores, mas, a idade ou atrasos no seu desenvolvimento continuam a pesar na decisão das famílias que se candidatam a adoptar um filho.
A Acção Social tem tentado inverter essa tendência: em 2009, das 40 crianças açorianas identificadas para adopção, 13 foram acolhidas por famílias que as passaram a integrá-la como filhos.
Continuar... Durante 2009 nos Açores: Treze crianças adoptadas